Archive for the 'Uncategorized' Category

Dicas para o Red Hat Certified Engineer (RHCE) Rapid Track Course – RH300

Semana passada realizei em São Paulo, na sede da Red Hat no Brasil, o curso RH300, que reúne, em apenas 4 dias, os cursos RH033, RH133 e RH253. No quinto dia, ocorre a realização da prova para obter a certificação RHCE (Red Hat Certified Engineer).

Fui para o curso sem saber muito o que vinha pela frente, se estava preparado, quanto de conhecimento eu teria que ter para poder me dar bem na prova do último dia, etc.

Com isso, resolvi listar alguns pontos para quem está com essas mesmas dúvidas que eu tinha, além de listar algumas dicas e como foi a minha estratégia de estudo. É óbvio que a estratégia para estudar é muito pessoal, mas acho que ajuda a ter noção do quão pesado foi para mim tirar essa certificação (sim, fui aprovado no final 😉 ).

Para começar, vamos aos meus conhecimentos anteriores em relação ao conteúdo do curso:

  • Trabalho com CentOS, não Red Hat. Quanto a isso, não senti nenhuma dificuldade.
  • Estou acostumado a configurar rede direto nos arquivos de configuração, formatar partições com fsck fdisk e criar sistemas de arquivos, utilizar o cron, gerenciar usuários, configurar NIS, criar virtual hosts no Apache e configurar autofs.
  • Já tinha estudado iptables, mas fui para o curso sem lembrar de nada. iptables é importantíssimo (talvez uma das coisas mais importantes), mas consegui reaprender tudo só com as aulas mesmo.
  • Não sabia nada de selinux, PAM, RAID, LVM, SUID, SGID, sticky bit, ACLs, quota, XEN, IPv6, LDAP, tcp_wrappers, BIND, .htaccess, Squid, FTP, NFS, Samba, sendmail, postfix e dovecot.

Acho que com esses dados dá para ver o porquê da minha dúvida de eu estar preparado ou não! Deveria fazer o RH133 e RH253 antes? Para ser sincero, mesmo o curso durando somente 4 dias, metade do tempo para fazer os outros 2 cursos, não senti falta de nenhum conteúdo durante a prova e o material que eles forneceram cobriu tudo.

Segui a seguinte estrategia para aprender todos esses assuntos em um tempo curtíssimo:

  • Ficar depois do horário para terminar todos os labs da apostila.
  • Ao chegar em casa/hotel após a aula do dia, escrever um resumo dos capítulos visto no dia, listando os comandos, portas que as aplicações utilizam, etc.
  • No último dia/dia da prova, reler todos os resumos e confirmar que sabe de cabeça os comandos de cada serviço.
  • Reler também toda a apostilas e os labs resolvidos.

E finalmente, para auxiliar durante a avaliação, eu aconselho o seguinte:

  • Para cada arquivo que você terá que configurar, procurar no repositório um pacote que tenha algum arquivo de exemplo para te auxiliar a configurar os serviços – além de ler o man dele.
  • As ferramentas gráficas são suas amigas – um “yum install system-config-*” não é nada mal. 😉
  • Ouça os conselhos do instrutor, e foque no que ele está passando, sem querer ir além do que o material ensina.
  • Na dúvida de qual comando usar, ou qual arquivo de configuração ou pacote faz o que você precisa, utilize o “man -k palavra-chave”, procurando pela palavra-chave do que você está configurando (por exemplo, “man -k smb | grep selinux”).
  • Não se esqueça de persistir as modificações! Tudo tem que continuar funcionando após o boot da máquina.

Essa foi a minha experiência. Cada um tem que avaliar por si só qual escolha fazer. Realizar os cursos individualmente – e não em um rapid track – também é muito importante pois você se acostuma com os comandos e configurações com muito mais calma.

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Problema com os banners em Flash intrusivos resolvido

Sabem aqueles banners que fazem com que a propaganda invada uma parte da página para chamar mais atenção do leitor? O site do Terra utiliza muito essa funcionalidade.

Nos navegadores do Linux, a propaganda nunca diminuía, ficando sempre tampando parte da página e enchendo nosso saco.

A solução era instalar alguma extensão no Firefox (usava o Adblock) para bloquear o Flash da página.

Agora o problema não existe mais! A Adobe liberou a versão final do plugin 10 do Flash, cuja versão para linux finalmente tem suporte a isso.

Baixe o plugin aqui.

Para instalar, vc pode utilizar o script fornecido no tar.gz, ou instalar via rpm ou dpkg.
Mas basicamente é só extrair o arquivo baixado (seja tar.gz, rpm, deb etc) e copiar o arquivo libflashplayer.so para o diretório /usr/lib/mozilla/plugins.

Reinicie o Firefox caso este esteja aberto e pronto!

Para testar, vc pode verificar as animações daqui e daqui.

Instalando o Komodo Edit no Ubuntu

O Komodo Edit é um (ótimo) IDE para diversas linguagens, como Python, PHP, HTML, Java, C, C++, Ruby, entre outras. Ele é uma versão livre do Komodo IDE, este fechado e pago (uma comparação das funcionalidades dos dois IDEs pode ser vista aqui).

Komodo Edit

Vou mostrar aqui como instalar o Komodo Edit em uma distribuição Linux (Ubuntu Hardy, no meu caso), mas esse IDE também tem versões para Mac e Windows.

Baixe neste link a última versão do Komodo Edit (4.3.2 na época em que escrevi este post). Abra um terminal (no Ubuntu, Aplicações -> Acessórios -> Consola/Terminal) e entre no diretório onde o arquivo foi salvo usando o comando “cd”. Por exemplo:

# cd Desktop/Downloads

caso o arquivo salvo esteja dentro do diretório Desktop/Downloads.

Extraia o arquivo:

# tar xzf Komodo-Edit-XXX-linux-libcpp6-x86.tar.gz

sendo XXX a versão baixada.

Entre no diretório criado após a extração:

# cd Komodo-Edit-XXX-linux-libcpp6-x86

Vamos instalar agora algumas dependências do Komodo Edit — os pacotes scim-qtimm e scim-tables-additional. Se quiser instalá-los via Synaptic, fique à vontade. Instalarei aqui via aptitude. Ainda no terminal, faça:

# sudo aptitude install scim-qtimm scim-tables-additional

Agora é só instalar o dito cujo. Ainda no terminal e dentro do diretório extraído, faça:

# sudo ./install.sh

e digite o diretório onde queria instalar o IDE. Eu sugiro usar o diretório /opt/komodo_edit, mas fique à vontade para escolher um de sua preferência. (O sudo antes só é necessário caso vá instalar em algum diretório fora do seu home, ou onde você não tenha permissão para modificar.)

Por último, para facilitar, vamos criar um link simbólico para a aplicação. No terminal, faça:

# sudo ln -s /opt/komodo_edit/bin/komodo /usr/local/bin

E é isso! Para executá-lo, aperte ALT+F2 e digite komodo.

Este post mostra em um vídeo explicativo como utilizar as funcionalidades do Komodo Edit para criar um projeto Django (e, por conseguinte, programar em Python).

Leitor de digital no Ubuntu Hardy

Agora eu me realizei com o Ubuntu 8.04! Primeiro, a saída de vídeo (para monitor, projetor etc) voltou a funcionar, depois o leitor de cartão de memória também, daí foi a vez do meu celular virar um controle remoto pro meu notebook, e agora… o leitor de impressão digital (fingerprint reader) do notebook também está funcionando!

Para isso, utilizei o ThinkFinger. Como está em seu site, o ThinkReader é um driver para leitores de digital do fabricante SGS Thomson Microelectronics. Ele funcionou no meu Toshiba M115, e há relatos de funcionar em outros modelos.

Então, mãos à obra… Vamos instalar as dependências. Digite o seguinte comando em um terminal (Aplicações -> Acessórios -> Terminal/Consola):

$ sudo aptitude install build-essential libtool pkg-config libthinkfinger0 libusb-dev libpam0g-dev

Ou instale os pacotes citados (depois da palavra “install”) usando o Synaptic.

Agora, vamos subir um módulo necessário. Novamente, em um terminal, digite:

$ sudo modprobe uinput

Para que esse módulo sempre suba ao dar boot, edite o arquivo /etc/modules:

$ sudo gedit /etc/modules

E insira o módulo uinput. O arquivo /etc/modules ficará assim:

# /etc/modules: kernel modules to load at boot time.
#
# This file contains the names of kernel modules that should be loaded
# at boot time, one per line. Lines beginning with “#” are ignored.

fuse
lp
sbp2
uinput

Vamos agora baixar o ThinkFinger. Existe o pacote thinkfinger-tools nos repositórios do Ubuntu, mas ele não foi compilado para ter suporte ao PAM. Portanto, teremos que compilá-lo (coisa simples!). Talvez instalar o pacote thinkfinger-tools e o libpam-thinkfinger baste. Caso alguém teste dessa maneira, avise aqui se funcionou ou não!

Baixe o pacote e digite no terminal (estando no mesmo direitório que o arquivo tar.gz foi baixado):

$ tar xvfz thinkfinger-0.3.tar.gz
$ cd thinkfinger-0.3
thinkfinger-0.3 $ ./configure --with-securedir=/lib/security --with-birdir=/etc/pam_thinkfinger
thinkfinger-0.3 $ make
thinkfinger-0.3 $ sudo make install

Para verificar se a instalação foi realizada corretamente, verifique se existe o arquivo /lib/security/pam_thinkfinger.so.

$ ls /lib/security/pam_thinkfinger.so
/lib/security/pam_thinkfinger.so

Para testar se o driver está funcionando, digite os dois seguintes comandos, deslize o dedo sobre o leitor de digital e observe se as saídas são semelhantes:

$ sudo tf-tool –acquire
ThinkFinger 0.3 (http://thinkfinger.sourceforge.net/)
Copyright (C) 2006, 2007 Timo Hoenig <thoenig@suse.de>

Initializing… done.
Please swipe your finger (successful swipes 3/3, failed swipes: 0)… done.
Storing data (/tmp/test.bir)… done.

$ sudo tf-tool –verify
ThinkFinger 0.3 (http://thinkfinger.sourceforge.net/)
Copyright (C) 2006, 2007 Timo Hoenig <thoenig@suse.de>

Initializing… done.
Please swipe your finger (successful swipes 1/1, failed swipes: 0)… done.
Result: Fingerprint does match.

Para que não seja mais necessário digitar senhas para logar com seu usuário, vamos configurar o PAM para trabalhar junto com o ThinkFinger. Edite o arquivo /etc/pam.d/common-auth deixando-o da sequinte maneira:

#
# /etc/pam.d/common-auth – authentication settings common to all services
#
# This file is included from other service-specific PAM config files,
# and should contain a list of the authentication modules that define
# the central authentication scheme for use on the system
# (e.g., /etc/shadow, LDAP, Kerberos, etc.).  The default is to use the
# traditional Unix authentication mechanisms.
#
auth    optional   pam_smbpass.so migrate
auth    sufficient  pam_thinkfinger.so
auth    required   pam_unix.so nullok_secure try_first_pass

Caso a instalação do ThinkFinger não tenha criado o diretório /etc/pam_thinkfinger, crie-o:

$ sudo mkdir /etc/pam_thinkfinger

Finalmente, adicione uma digital para um ou mais usuários do sistema (substitua USERNAME por um usuário do sistema):

$ sudo tf-tool - -add-user USERNAME

(O correto é digitar, antes do “add-user”, os dois sinais de menos (-) juntos. Mas o WordPress não permite que seja publicado assim. Faça isso ao digitar o comando acima.)

Essa etapa irá falhar se o ThinkFinger instalado não foi compilado com suporte ao PAM.

Para testar, abra um novo terminal e digite algum comando iniciando-o com “sudo”. Por exemplo:

$ sudo aptitude update

Aparecerá a mensagem “Password or swipe finger:”. Basta deslizar o dedo para que sua digital seja reconhecida.

Agora você já pode logar no gdm (tela onde se digita o usuário e a senha) e utilizar as ferramentas de administração sem precisar digitar mais sua senha!

Caso funcione para você, por favor, deixe no comentário a versão do Ubuntu (também funciona com versões anteriores ao Hardy) e o modelo do seu computador ou do leitor de digital externo!

Fonte: Linux on Laptops

Encontrei o primeiro bug no Ubuntu Hardy Heron

Com já é de tradição no Ubuntu, a versão 8.04 do Ubuntu (codinome Hardy Heron) tem esse nome por ter sido lançada no ano 2008 e no mês 4 (abril).

Mas parece que esse “bug” passou despercebido:

No programa “Canais de Software”, que gerencia os repositórios de software, a versão do Hardy Heron saiu como sendo 5.04!

Creio que esse problema não afetará a segurança do sistema. 😉

Impressora HP 1020: fazendo-a voltar a funcionar

Tenho uma impressora HP Laserjet 1020 rodando no Ubuntu 7.10 (Gutsy) que de vez em quando empaca e pára de imprimir. Não adianta limpar a fila de impressão, reiniciar a impressora ou o computador. Às vezes ela volta a funcionar depois de um tempo, mas não consegui entender o motivo.

Eu solucionava isso removendo e adicionando novamente a impressora via Sistema -> Administração -> Impressão (Configuração da impressora, ou system-config-printer). Mas não estava satisfeito com essa solução (teria que ensinar esse procedimento para os meus pais).

Uma coisa que eu reparava quando ela emperrava era que seu estado, visto no system-config-printer, estava sempre como Stopped (parado), e não como Idle (ociosa), que seria o estado normal quando está aguardando uma impressão.

Futucando um pouco, percebi que, na aba “Políticas”, a opção “Habilitada” estava desmarcada. Foi só marcá-la e clicar em “Aplicar” para que o estado da impressora voltasse para Idle.

Habilitar impressora

Agora, toda vez que a impressora volta a emperrar (isso não soluciona totalmente o problema), eu realizo esse procedimento, não sendo mais necessário reinstalá-la.

Vou reportar esse bug no Launchpad e colo o link do report aqui.

PS: Lembrando que para instalar a HP 1020, aconselha-se utilizar o driver mais recente que está disponível em http://foo2zjs.rkkda.com. Siga esse procedimento para instalá-la.


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